E eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite.
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda.
Na convivência, o tempo não importa. Se for um minuto, uma hora, uma vida. O que importa é o que ficou deste minuto, desta hora, desta vida. Lembra que o que importa é tudo que semeares, colherás. Por isso, marca a tua passagem. Deixa algo de ti, do teu minuto, da tua hora, do teu dia, da tua vida.
Eu sou todo solo que já pisei e sapato que calcei. Todo calo que superei e todo passo que já dancei. Eu sou as marcas deixadas por cada pegada em todo caminho, por cima de todas as cordas bambas e por entre cada banda que já passei. Já andei muito pra frente, mas também já desandei: alguns desvios são parte importante de uma boa trilha. Vivo no passo firme e nem sempre constante de quem já subiu alguns degraus e pulou outros abismos: às vezes a gente só quer um pouco menos de chão.